Gender, quem és tu? Ou: Caindo no conto do gênero…

1307448-250x250

Capa de livro lançado recentemente no Brasil, indispensável para uma compreensão abrangente do tema. O original francês é de 2012: http://ecclesiae.com.br/gender-quem-es-tu

Resolvi transcrever, com algumas alterações para melhor compreensão, trechos desta entrevista publicada em abril de 2014 pela agência ZENIT, “Caindo no conto do gênero”, como forma de apresentar o assunto para o público não inteirado, visando aumentar o interesse pela questão:

ZENIT: Em que consiste a “Teoria de gênero”?

R: Sintetizando em poucas palavras, a teoria de gênero consiste no esvaziamento jurídico do conceito de homem e de mulher. A teoria é bastante complicada, e uma excelente explicação desta se encontra no documento “Agenda de gênero”. Contudo, a ideia é clara: eles afirmam que o sexo biológico é apenas um dado corporal de cuja ditadura devemos nos libertar pela composição arbitrária de um gênero.

ZENIT: Quais as consequências disso?

R: As consequências são as piores possíveis! Conferindo status jurídico à chamada “identidade de gênero” não há mais sentido falar em “homem” e “mulher”; falar-se-ia apenas de “gênero”, ou seja, a identidade que cada um criaria para si. Portanto, não haveria sentido em falar de casamento entre um “homem” e uma “mulher”, já que são variáveis totalmente indefinidas. Mas, do mesmo modo, não haveria mais sentido falar em “homossexual”, pois a homossexualidade consiste, por exemplo, num “homem” relacionar-se sexualmente com outro “homem”. Todavia, o “homem 1” não seria homem, nem tampouco o “homem 2” o seria.

ZENIT: Então aqueles que defendem a teoria de gênero em nome dos direitos homossexuais estão equivocados?

R: Exatamente! Eles não percebem que, uma vez aderindo à teoria de gênero, não haverá sequer motivo em combater a discriminação. Nas leis contra a discriminação, eles querem discriminar alguns que consideram mais discriminados. Contudo, não há mais sentido em diferenciar condições e papeis, tudo se vulnerabiliza! Literalmente, eles caíram no conto do gênero. (…) Em poucas palavras: a teoria de gênero está para além da heterossexualidade, da homossexualidade, da bissexualidade, da transexualidade, da intersexualidade, da pansexualidade ou de qualquer outra forma de sexualidade que existir. É a pura afirmação de que a pessoa humana é sexualmente indefinida e indefinível.

ZENIT: Então a situação é muito pior do que imaginamos…

R: Sim. As pessoas estão pensando em “gênero” ainda nos termos de uma “identidade sexual”. Há outra lógica em jogo, e é por isso que ninguém se entende. Para eles, a ideia de “identidade sexual” é apenas um dado físico, corporal. Não implica em nenhuma identidade. Conformar-se com ela seria “sexismo”, segundo a própria nomenclatura deles. A verdadeira identidade é o “gênero”, construído arbitrariamente. Todavia, este “gênero” não se torna uma categoria coletiva. É totalmente individual e, portanto, indefinível em termos coletivos. Por exemplo, alguém poderia se declarar gay. Para os ideólogos de gênero isso já é uma imposição social, pois a definição de gay seria sempre relativa a uma condição masculina ou feminina previamente estabelecida. Portanto, uma definição relativa a outra, para eles, ditatorial. Não existiria, tampouco, a transexualidade. Esta se define como a migração de um sexo para outro. Mas, dirão os ideólogos de gênero, quem disse que a pessoa saiu de um sexo, se aquela expressão corporal não exprime a sua identidade construída? Portanto, para eles, não há sequer transexualidade. Gênero, ao contrário, é autorreferencial, totalmente arbitrário.

Alguém dirá que não há lógica isso. Realmente, a lógica aqui é “ser ilógico”. É o absurdo que ofusca nossa capacidade de entender.

Como se demonstra no estudo que mencionei, o grande objetivo por trás de todo este absurdo – que, de tão absurdo, é absurdamente difícil de ser explicado – é a pulverização da família com a finalidade do estabelecimento de um caos no qual a pessoa se torne um indivíduo solto, facilmente manipulável. É uma teoria que supõe uma visão totalitarista do mundo.

FONTE: http://www.zenit.org/pt/articles/caindo-no-conto-do-genero

Anúncios