O homem que plantava árvores

IMPOSSÍVEL não divulgar este filme de animação! Muito lindo e pro-fun-do (obrigado, Cora Rónai… http://cronai.wordpress.com)

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Discutindo a maioridade penal no Brasil

Está simplesmente MA-GIS-TRAL este artigo do Felipe Melo, sobre a nota da Fundação Abrinq acerca das questões que envolvem a discussão sobre a redução da maioridade penal no Brasil. Ler coisas como essa reacendem a esperança de haver dias melhores em nosso país!

O assassinato frio de Victor Hugo Deppmann reacendeu na opinião pública brasileira a discussão sobre a redução da maioridade penal. A esquerda tupiniquim adotou imediatamente a postura do “deixa disso”, defendendo que as coisas ficassem como estão, que a culpa é da sociedade e que o forte impacto do assassinato ainda recente está turvando o julgamento das pessoas – um argumento que não foi de modo algum levantado quando essa mesma esquerda, após o massacre de Realengo, uivou e babou urgindo por uma legislação desarmamentista mais severa e implacável.
Essa semana, a causa da não-redução da maioridade penal ganhou mais uma organização: a Fundação Abrinq. Vendo nessa celeuma toda uma oportunidade de ouro, a Abrinq resolveu lançar uma nota técnica para falar porque a redução da maioridade penal é ruim. Em sua nota técnica, a Fundação Abrinq busca, apoiada em uma interpretação bastante peculiar de dados sobre a violência envolvendo crianças e adolescentes no Brasil – interpretação essa, aliás, embasada em um único autor –, mostrar que “o cometimento do ato infracional pode estar associado ao acesso a bens de consumo inacessíveis pela via legal e, em geral, mais comum em adolescentes de famílias pobres e sem expectativa de futuro ou projeto de vida. Tal motivação é alimentada pelas estratégias de marketing, pelo apelo para o consumo e pela valorização social a partir da posse de bens materiais como meio de empoderamento simbólico.”

No site da fundação, há dez motivos que resumem muito bem todo o teor da nota técnica. Por uma questão de metodologia, este texto será concentrado nesses dez motivos, que serão analisados um a um.

http://unbconservadora.blogspot.com.br/2013/04/tergiversando-com-fundacao-abrinq.html

Esse “progresso” que não nos deixa em paz…

Mais uma vez, merece ampla divulgação o mais recente artigo do prof. Carlos Ramalhete!

 

Diz o ditado que a grama do vizinho é sempre mais verde. É verdade: sempre tendemos a achar que alguém que não tem os nossos problemas não tem problema algum.

Gente que tem uma situação financeira confortável frequentemente se vê invejando a vida supostamente simples de gente mais pobre; estes, por seu lado, pensam que alguém que tem dinheiro não tem nenhum problema.

Isto ocorre porque o ser humano tem, dentro de si, um desejo de algo maior, daquilo que se pode chamar de transcendência. Deseja-se, em última instância, uma “vida plena”. Cegados pelos problemas de cada dia, contudo, confundimos a “vida plena” com a geladeira cheia, se a nossa está vazia, ou com a ausência de responsabilidades, se as temos muitas.

Nos últimos duzentos anos, as sociedades ocidentais caíram, em bando, neste erro. Os avanços técnicos inegáveis são considerados sinônimos de “progresso”, como se fosse o conforto físico e as facilidades – telefones, luz elétrica, automóveis, computadores… – que nos dessem uma vida plena. Criou-se a ilusão de que o que vem depois é necessariamente melhor do que o que havia antes, de que toda mudança é boa e necessária.

Antes do surgimento do consumismo, os bens eram duráveis: desejava-se terra, ouro, coisas que passam de uma geração a outra. Agora, contudo, para manter vivo o desejo de mais e mais bens, fazendo da inveja do pobre um modelo de civilização, os bens tornaram-se descartáveis. De nada adianta comprar o último modelo de automóvel, se em breve ele será substituído por outro. O celular de ponta que se compra hoje será amanhã um tijolo do qual se sentirá vergonha.

A sociedade como um todo se entregou a um frenesi de substituições: trabalha-se para trocar o carro por outro mais novo, a roupa por outra da última moda, a TV por outra maior, onde melhor veremos os comerciais que indicam o caminho da felicidade.

E isto passa por progresso.

Ao mesmo tempo, as coisas que realmente apontam para a felicidade – a estabilidade, a estrutura familiar, o temor a Deus, a vida bem vivida e examinada – são deixadas para trás. A riqueza passa a ser não mais um meio para garantir que se tenha o necessário, mas uma corrida para garantir que se tenha o último modelo disso ou daquilo.

Enquanto o fazendeiro de há algumas gerações, rico e respeitado, estava feliz em viver exatamente como seus pais, na mesma casa, com os mesmos móveis, produzindo da mesma maneira, o empresário de hoje se vê forçado a ganhar mais e mais e a dilapidar seu patrimônio em produtos descartáveis, simplesmente para que possa ter o reconhecimento de sua posição social.

Certa feita disse um amigo meu, comentando sobre o carro de outro amigo nosso: “não sou rico o suficiente para poder andar de fusca como ele”. Bem sabia meu amigo que se ele chegasse de fusca no seu trabalho, os empregados temeriam que ele fosse à falência, os fornecedores imporiam condições mais pesadas… Ele é forçado a dilapidar o patrimônio para provar que o tem.

E isso passa por progresso.

O mesmo ocorre, de forma ainda mais daninha, nas relações sociais. As estruturas estáveis que formam a base da civilização, sendo a família a mais importante delas, estão sob ataque incessante. A mesma loucura que leva a ter que trocar de carro e de celular exige que se troque de esposa, de sexo, de religião. O vício em drogas não é punido, assim como o furto e o adultério, mas são cobrados impostos extorsivos sobre a propriedade: o IPTU, o ITR e o IPVA, entre outros; são impostos cobrados sobre a estabilidade, sobre o bem que se mantém, não sobre o lucro que se venha a ter com ele. São maneiras de acelerar ainda mais esta queda no caos que se faz chamar de progresso.

É por isso que, quando ouvimos alguém dizer que este ou aquele ponto de vista é “antiquado” ou “ultrapassado”, devemos parar para pensar. Para que entendamos o que está sendo dito, devemos nos dar conta de que a natureza humana é sempre a mesma, e todas as sociedades que funcionam têm as mesmas bases. A loucura que nos faz consumir freneticamente como quem tenta chegar à linha do horizonte, esta loucura que passa por progresso, está agora atacando também as bases da sociedade.

A união dos casais, a educação dos filhos, o temor a Deus, a honestidade cotidiana não são modelos de telefone celular a descartar assim que aparece outro com mais funções. Olhemos em volta: vejamos os viciados furtando para bancar o vício, sem punição alguma; vejamos as mulheres sozinhas, viúvas de homens vivos, criando filhos como se fossem órfãos; vejamos as pessoas que – com toda a riqueza que conquistaram – precisam de remédios de tarja preta para acordar e para dormir.

Fonte: http://revistavilanova.com/progresso-progresso/

A diferença entre instrução e educação, ou: a família é a base da sociedade humana

É simplesmente impossível não divulgar este EXTRAORDINÁRIO artigo do professor Carlos Ramalhete, publicado esta semana: Desconstrução da família. Toca o dedo na ferida!

Dizem os demagogos que abrir uma escola é fechar uma cadeia. Mentira. Escola serve para instruir, não para educar; o que a escola, uma boa escola, pode fazer é transformar um assaltante em estelionatário, mas não mais que isso.

O que educa é a família, e a família íntegra. Uma mãe sozinha estará sempre em desvantagem, por mais heroicos que sejam seus esforços. Afinal, a dialética do “tira bonzinho” e do “tira malvado” não é invenção de filme americano, mas a realidade das reações naturais de pai e mãe. Ser ambos ao mesmo tempo é simplesmente impossível.

Para alegria dos cafajestes, contudo, a nossa legislação premia o mau pai. Algumas décadas atrás, quem “fizesse mal a uma moça” teria de casar com ela, assumindo as responsabilidades de esposo e pai, sob pena de, no mínimo, ostracismo. Já hoje a única responsabilidade, o teor total dos deveres paternos, consiste em comprometer para o conjunto dos filhos um terço da renda registrada em carteira. Não pagar é uma das pouquíssimas maneiras de ainda ser preso.

Mas o que é um terço da renda, mesmo para a minoria que tem carteira assinada? É muito menos que o que um pai de família desembolsa, em termos financeiros. Em termos de compromisso afetivo e emocional e de esforço – acordar de madrugada, levar criança doente ao médico… –, é nada.

E, para a mãe, haveria ainda um incentivo econômico a ter filhos de pais diferentes, fazendo com que cada um possa levar o terço da renda formal do pai. É bem verdade que o coração tem razões que a própria razão desconhece e que poucas mulheres racionalizam assim a própria reprodução, mas o incentivo está aí.

Para jogar uma pá de cal, o casamento civil – já transformado em contrato temporário pelo divórcio – traz menos direitos que a dita união estável, que não requer coabitação. Ou seja: vale mais a pena não casar.

Na campanha de nossas elites revolucionárias contra a educação e contra a família, já tão bem- sucedida na legislação, o alvo da vez é o casamento. Faz-se tudo para mudar-lhe o sentido, para fazer da instituição de direito natural voltada à reprodução e à educação das gerações futuras uma espécie de celebração do afeto sexuado, como se o recreio fosse a escola e o flavorizante, o alimento. Como boi de piranha dessa desconstrução, exploram-se os homossexuais.

De nada adianta multiplicar as escolas se se impede que sejam educadas as crianças que elas tentam instruir. O analfabetismo funcional e a criminalidade são apenas o resultado da experiência social de que nosso país é cobaia.

 

1964 me representa, sim!

Merece divulgação e leitura este excelente artigo do Felipe Melo, da Universidade de Brasília, pela franqueza e objetividade em falar do que a História Oficial dos nossos dias insiste em ocultar das novas gerações:

Ao contrário do que a historiografia oficial e oficiosa conseguiu sedimentar no imaginário do povo brasileiro, o movimento cívico-militar de 1964 não foi fruto das aspirações sinistras de poder e glória de um punhado de generais rancorosos com o conluio e o apoio entusiasmado de potências estrangeiras (diga-se, Estados Unidos). O que aconteceu no dia 31 de março de 1964 foi a resposta aos anseios da própria população brasileira diante da escalada de violência política e de instabilidade institucional pela qual passávamos então. Doze dias antes, quase 1 milhão de pessoas havia saído às ruas de São Paulo protestando contra o discurso que o presidente João Goulart proferira no Rio de Janeiro, em 13 de março de 1964 – em que garantia que “com ou sem o congresso, na lei ou na marra”, iria promover as reformas coletivistas que tanto queria. Já havia grupos de guerrilha devidamente montados, com apoio militar e financeiro de regimes comunistas (notadamente Cuba e União Soviética), e em atuação no interior do País. Pessoas do alto escalão do governo e aliados próximos de João Goulart, como Leonel Brizola e Miguel Arraes, trabalhavam dentro do governo brasileiro a soldo desses mesmos países que financiavam a guerrilha rural brasileira. No dia 2 de abril de 1964, quase dois milhões de pessoas saíram às ruas do Estado da Guanabara (Rio de Janeiro) para mostrar seu apoio aos militares e agradecê-los por terem demovido um presidente que diuturnamente rasgava a Constituição e pavimentava o caminho para a implantação de um regime totalitário em solo pátrio. Tudo isso está devidamente documentado.

 

Se hoje gozamos de alguma liberdade – curiosamente tornada cada vez mais exígua por aqueles que pegaram em armas para derrubar o governo militar e implantar regimes totalitários –, isso se deve em muito ao movimento cívico-militar de 31 de março de 1964. Esses homens atenderam ao chamado da população naqueles dias cumpriram seu dever constitucional e institucional de salvaguardar a nação contra um perigo iminente, homens esses que, em sua quase totalidade, não se locupletaram no poder nem o utilizaram para garantir um futuro dourado para si próprios.

http://unbconservadora.blogspot.com.br/2013/03/1964-me-representa-sim.html

Evidentemente, concordar com o que vai acima não significa desconhecer que houve inúmeros abusos, torturas macabras, cometidas por agentes da Lei contra seres humanos; significa simplesmente reconhecer que, se os marxistas/comunistas/guerrilheiros tivessem assumido o poder no lugar dos militares, as violências teriam sido INFINITAMENTE PIORES. A história mundial comprova isso farta e abundantemente.